A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro quebrou o sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de diversas pessoas e empresas.
Entre os indivíduos estão o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Anderson Torres, secretário da Segurança do Distrito Federal na data da invasão dos prédios dos Três Poderes.
Também foram aprovados o acesso a Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) relacionados à movimentação bancária de suspeitos e a quebra de sigilos fiscais e bancários de empresas suspeitas de financiar as manifestações golpistas.
A relatora da comissão, senadora Eliziane Gama, afirmou que essas quebras de sigilo serão importantes para as próximas oitivas. A próxima sessão da CPMI deve ouvir Anderson Torres e, em seguida, o hacker Walter Delgatti Neto.
O presidente da CPMI informou que o pedido para acessar as imagens internas do Ministério da Justiça e Segurança Pública está aguardando resposta do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
